Exploração: Mairiporã - SP

Exploração: Mairiporã - SP

09/02/2015

Passeio com o Clube da Fotografia Campinas na cidade de Mairiporã no dia 07 de fevereiro de 2015.

Iniciamos o passeio no Pico Olho D'Água, depois o Cruzeiro. Na sequencia fomos a uma tradicional feira no centro da cidade.

A tarde visitamos a barragem "Sete Quedas". A barragem foi construída pela Sabesp, represando as águas do rio Juqueri, que é proveniente do assim chamado Túnel 5 da Sabesp, escoadouro das águas que saem da barragem Atibainha, situada em Nazaré Paulista.

O objetivo da barragem é apenas para servir de degrau para que as águas possam vencer o desnível do terreno e por isso a barragem não dispõe de comportas nem outro sistema de controle das águas. Ela forma no local um pequeno lago.

Depois foi a vez de conhecermos o famoso Complexo Turístico "O Velhão". Um local muito interessante construído à partir de material de demolição que abriga: lojas, cafeteria, antiquário, sebo e um espaço para alimentação que também realiza festas de casamento. Um local que vale uma visita!

O clube da Fotografia Campinas agradece aos novos amigos Humberto Do Lago Müller e Mariana Lima sócia proprietária do Amitie Fotografia em Mairiporã pela gentileza e por compartilhar conosco todo os seus conhecimentos sobre a cidade de Mairiporã.

"Mairiporã" é um termo construído artificialmente em 1948 a partir da junção de mauri (termo da língua geral setentrional que significa "cidade") e porã (termo guarani que significa "bonito"): significa, portanto, "cidade bonita".Em sua evolução, a área de Mairiporã, inicialmente chamada de Juqueri, se configurou, à maneira de outros núcleos de povoamento, ao redor da Vila de São Paulo, servindo como proteção desta e ponto de apoio às rotas de ligação com o sertão interior. O povoado surgiu em fins do século XVI ou meados do século XVII, em torno da Capela de Nossa Senhora do Desterro, erguida por Antonio de Souza Del Mundo. Inicialmente era área de domínio administrativo de São Paulo e posteriormente de Guarulhos.
Em 1696 é constituído o povoado de Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, palavra tupi que designa uma planta leguminosa, conhecida também como dormideira. No ano de 1783 passou a ser paróquia; a capela transformou-se em igreja e passou por diversas modificações (1841, década de 1940 e 1982). A última reforma descaracterizou o antigo templo, conservando apenas a torre. A Vila de Juqueri adentrou o século XVIII como fonte de produtos agrícolas para São Paulo, chegando a produzir algodão e vinho para exportação. Não prosperou como outras localidades inseridas nas regiões das lavras de ouro e pedras preciosas, caracterizando-se como pouso de tropeiros que faziam o abastecimento das Geraes.
Em 1769, a Câmara paulistana determinou a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo. O "Caminho de Juqueri" transformou-se mais tarde na Estrada Velha de Bragança. Antes Distrito da Capital (1874 a 1880) e de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos (1881 a 1888), Juqueri passou a ser município por meio da Lei Provincial 67, de 27 de março de 1889. Um ano antes da emancipação, a São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) construiu a Estação do Juqueri. Em 1898, o Governo do Estado inaugurou o Hospital-colônia de Juqueri para doentes mentais, dirigido pelo médico Franco da Rocha. A associação do nome de Juqueri ao hospital, causando confusão na entrega de correspondências e desconforto entre os juquerienses, criou um movimento para mudar o nome do município.
Em 1948, o prefeito Bento de Oliveira solicitou, à Assembleia Legislativa, autorização para a mudança. Na ocasião, o deputado Ulisses Guimarães apoiou o pedido e pronunciou a célebre frase: "Juqueri, terra de loucos. Loucos por cidadania". No dia 24 de dezembro daquele ano, foi aprovada a Lei 233, permitindo a mudança do nome do município. O nome Mairiporã, entre outros de origem tupi, foi sugerido pelo jornalista e poeta Araújo Jorge.